segunda-feira, 17 de maio de 2010

Memórias...

Entrada da Gruta da Grande Falha

Bivaque, na exploração da Gruta do Frade

Prospecção junto à costa

À passagem na entrada da Gruta do Frade

Prospecção na Serra do Risco

Bandeira na Gruta do Frade

Rapel na Gruta Garganta do Cabo

Após uma exploração de cinco dias em Loferer Schacht

Numa galeria lateral à entrada da Gruta de Loferer Schacht


Formação- Lapa da Janela I

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Curso Nível III- As Toupeiras

Entre spitagens e nós de oito a malta divertiu-se bem gozando os momentos. Estes, que de outro modo ficariam esquecidos, ficaram aqui registados pela lente da câmara de vídeo. Houve outros, normalmente de situações engraçadas, que quando nos encontramos gostamos de relembrar.

Lembro-me de numa daquelas tardes, quando ensaiávamos situações de espeleosocorro, ver a chegar, meio cambaleante e com um “galo” na cabeça, o Timóteo que me disse: – Pá, aquele Quim ia-me matando. Escapou-lhe a mão e “bumba!” em cheio na minha cabeça. Só lhe disse – Quim, tira-me daqui!

O Quim e o Timóteo que ensaiavam auto-resgate, eram cobaias um do outro, e quase que testavam era a eficácia do 112, eh, eh.

Foi um curso muito interessante, coisas que quem lá esteve se recorda e que hoje fazem parte da nossa memória de bom convívio colectivo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Destino

Acordo como os pássaros cativos,

Com a ária da vida nos ouvidos.

Acordo sem amarras nos sentidos,

Fiéis à sempiterna liberdade...

Nada pôde vencer a lealdade

Que juraram à deusa aventureira.

Nem as grades do sono, nem a severidade

Da noite carcereira.


Acordo e recomeço

O canto interrompido:

O desvairado canto

Da ira irrequieta...

- O canto que o poeta

Se obrigou a cantar

Antes de Ter nascido,

Antes de a sua angústia começar.

Miguel Torga

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Adeus Daniel...


Faleceu o Daniel, o nosso benjamim…

Só tinha vinte aninhos!!

Não pergunto porquê, porque sei que ninguém consegue responder… simplesmente a vida tem destas coisas. Não escolhe, não selecciona, não ajuíza, simplesmente é implacável!

Ainda agora, nas nossas saídas de campo, brincava contigo, ria contigo, te dava incentivo para continuares connosco, porque a tua juventude, a tua humildade e carácter, faziam de ti uma pessoa muito querida entre nós: eras o nosso benjamim…

Qual será o sentido desta vida amigo? Diz-me agora tu, diz-me tu, se é que existe verdadeiramente alguma coisa para lhe dar sentido.

Um grande adeus ou um até já meu amigo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

VIII Curso de Espeleologia - Nível III



Pois é, já lá vão quase 4 anitos após a realização do VIII curso de Espeleologia Nível III organizado pela FPE - Federação Portuguesa de Espeleologia. Foi um curso com uma boa participação e onde, para além dos conhecimentos demonstrados e adquiridos, se fortaleceu amizades entre pessoas e associações presentes.

Não posso deixar de confessar que me deixaram saudades aqueles dias de trocas de experiências, de convívio entre pessoas com as suas diferenças mas todas interessadas no mesmo fim.

Assim, esta postagem é uma homenagem a todos os que participaram, alunos e monitores, neste evento. Com a sua insistência, a FPE, vai gerando espeleólogos que, moralmente, tem a obrigação e, diria mesmo, dever de escrever o presente e futuro da qualidade da nossa espeleologia.

Um forte abraço a todos nós e… onde andam vocês?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Travessia Sima del Cueto – Cueva Coventosa

Durante a semana da travessia, no albergue onde pernoitamos, lá fomos ouvindo histórias de incursões que correram mal contadas pela boca da simpática proprietária do sítio. Com toda a certeza, ouvi-las não ajuda lá muito bem à preparação psicológica que é preciso ter para vencer esta mítica travessia.

A imensidão subterrânea não dá espaços a enganos ou a faltas de acautelamentos, qualquer situação de emergência deve ser resolvida pela própria equipa e quando esta não a consegue resolver, então está mesmo metida em sarilhos.

A preparação é de facto fundamental, facilmente se gasta mais de 25 horas desde a marcha de aproximação até à realização efectiva da travessia e os números deste sistema cavernícola são impressionantes: são 815m de profundidade máxima, 32.529m de desenvolvimento, um poço directo de 302m, uma sala com 11.000m2 e um rio subterrâneo com mais de 30km.

Na manhã do dia 3 de Junho, enchendo o peito de coragem, saímos cedinho do nosso albergue e pelas 6:30h chegamos à localidade de San Juan de Socueva onde deixamos o carro.

Com o sol a nascer, iniciamos a marcha de aproximação montanha acima. Foram necessárias cerca 3,5h para vencer o desnível até aos 980m onde se situa a boca de entrada da gruta, aí equipamo-nos e esperamos um pouco que a transpiração da subida secasse para depois iniciar a travessia.



Foi com assombro que me pendurei sobre o grande poço de 300m directos. Esperava-nos, depois de chegar à base de 581m que somam a totalidade da vertical, um percurso de 6,7km com as mais variadas exigências técnicas e físicas. Só aqui, no poço directo, gastaríamos 3 horas para desce-lo e ainda o percurso não era nada. Doía-me o pulso de passar tanto tempo a pressionar o descensor.

Depois dos fabulosos poços chegamos à majestosa Sala das Onze Horas onde me impressionou, entre outras coisas, o facto de haver blocos rochosos quase do tamanho de autocarros; foram praticamente escalados.
Éramos quatro, bem fisicamente, e isso foi o nosso melhor trunfo para seguir em frente. Atravessamos a chamada rede intermédia com galerias maravilhosas e forradas com formações de gesso.

As horas foram-se passando e o cansaço foi-se acumulando até que chegamos à rede da Coventosa. Aí esperava-nos três grandes lagos com 150, 120 e 100m com a água tão gelada que parecia que nos ía estalar os ossos.
Apertados pelo neoprene dos fatos e moídos pelo cansaço lá gastamos mais 3 horas até alcançar a saída. Tinham passado 15 horas desde a nossa entrada, restava-nos agora a marcha até ao carro.



Passos na História

1954 e 1966
Entre os anos de 1954 e 1956 os grupos franceses do Spéléo-Club de Dijon e Spéléo-Club de Paris, exploram os principais meandros da Coventosa.

1968
Os mesmos grupos, através de uma indicação dada por pastores, chegam à entrada da Sima del Cueto e pouco depois alcançam a base do poço, a 300m de profundidade.

1979
A partir do ano de 1968 as explorações prosseguem para unir as duas redes, sendo esse objectivo atingido em 1979 com a participação do Spéléo Grenoblois du Caf.

Ainda em 1979, o Spéléo-Club de Dijon mergulha no sifão e une-o com a rede de entrada da Coventosa.

O vídeo integral pode ser descarregado, nas versões Windows Media, DVD e Blu-Ray, na secção de vídeos do site http://www.lpn-espeleo.org/