domingo, 25 de julho de 2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Expedição Angola 2010


Amigos, por dificuldades em aceder com alguma regularidade à Net, temos vindo a actualizar o nosso diário  da expedição através do Twitter no site da Federação Portuguesa de Espeleologia.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Expedição, Angola 2010

Tá no ir!

África é em larga medida um continente praticamente desconhecido no que concerne ao meio subterrâneo. Um pouco por todo o continente, e em particular em Angola, existem fortes indícios de grandeza patrimonial subterrânea.
"Morro maluco"
Com a paz instalada há alguns anos foram criadas as condições básicas para a exploração espeleológica e consequentemente, com o seu êxito, para a revelação do mundo oculto que se esconde em mistério debaixo dos nossos pés, nesta região em particular.

Angola apresenta grandes áreas cársicas como são os casos de Nova Caipemba a Norte e do Planalto da Humpata a sul, no entanto, não existe qualquer base de dados ou listagem sobre o património espeleológico, desconhecendo-se por isso o seu número e qualidade.

Das várias áreas cársicas pesquisadas, a região do planalto da Huíla foi a que mais interesse suscitou por várias razões: o facto de as guerras pouco terem afectado a zona Sudoeste da província, diminuindo em muito o perigo de contacto com minas; o facto da cadeia marginal de montanhas se situar a uma altitude superior a 1000m; o conhecimento de algumas cavidades; e o acolhimento hospitaleiro das suas gentes.

Com base no estudo das áreas cársicas angolanas, encontramos no trabalho realizado pelo Prof. Ilídio do Amaral, “Nota sobre o do planalto da Humpata (Huíla), no Sudoeste de Angola”, a melhor descrição para o nosso esclarecimento. Isto é, nas suas notas, o autor refere os calcários dolomíticos (Silúrico/Câmbrico) do planalto da Humpata, como não sendo formas espectaculares de superfície, em contrapartida as subterrâneas são ricas e variadas. Refere ainda, que a existência de abundantes linhas e áreas de fraqueza produzidas em particular pelos movimentos tectónicos, a par do padrão rectangular de juntas e planos de estratificação, favorece a penetração e circulação das águas no subsolo que, regra geral, têm acesso possível apenas através de poços profundos.

Parto então com os meus colegas, guerreiros do mundo subterrâneo, esperando que os documentos resultantes desta expedição venham a contribuir para a valorização e potencialização do conhecimento do Património subterrâneo já existente e do que venhamos a encontrar, acrescentando ao mesmo tempo mais-valia cultural e económica à região em particular e à nossa espeleologia em geral.
Até à próxima postagem já em África, sigaaaa!!!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Lapa da Cova - Video Report

Brevemente...


Depois de alguns meses de exploração de uma gruta e de uma área com talvez o melhor enquadramento paisagístico deste país, depois das emoções à medida que os resultados iam aparecendo, depois da certeza que a Arrábida ficou cientificamente e culturalmente mais rica e antes da publicação dos resultados oficiais, realizamos um vídeo report que irá resumir os passos da concretização de campo deste fantástico projecto.
Confesso que já começo a sentir saudades e ainda não chegamos ao fim. É o que dá andarmos com uma equipa de exploradores que emanam da semente do companheirismo, amizade e humildade, trabalhando todos para o mesmo objectivo e quando assim é... até parece fácil.
Obrigado companheiros!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Memórias...

Entrada da Gruta da Grande Falha

Bivaque, na exploração da Gruta do Frade

Prospecção junto à costa

À passagem na entrada da Gruta do Frade

Prospecção na Serra do Risco

Bandeira na Gruta do Frade

Rapel na Gruta Garganta do Cabo

Após uma exploração de cinco dias em Loferer Schacht

Numa galeria lateral à entrada da Gruta de Loferer Schacht


Formação- Lapa da Janela I

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Curso Nível III- As Toupeiras

Entre spitagens e nós de oito a malta divertiu-se bem gozando os momentos. Estes, que de outro modo ficariam esquecidos, ficaram aqui registados pela lente da câmara de vídeo. Houve outros, normalmente de situações engraçadas, que quando nos encontramos gostamos de relembrar.

Lembro-me de numa daquelas tardes, quando ensaiávamos situações de espeleosocorro, ver a chegar, meio cambaleante e com um “galo” na cabeça, o Timóteo que me disse: – Pá, aquele Quim ia-me matando. Escapou-lhe a mão e “bumba!” em cheio na minha cabeça. Só lhe disse – Quim, tira-me daqui!

O Quim e o Timóteo que ensaiavam auto-resgate, eram cobaias um do outro, e quase que testavam era a eficácia do 112, eh, eh.

Foi um curso muito interessante, coisas que quem lá esteve se recorda e que hoje fazem parte da nossa memória de bom convívio colectivo.