terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Património Subterrâneo da Arrábida Oriental II

Gruta do Formosinho

     A Cavidade, de perfil semivertical, localiza-se junto ao monte Formosinho sob a zona “depressionada” de São João do Deserto, ligeiramente mais a sul do Vértice Geodésico. Situa-se à cota de 475m ocupando uma área estimada de 96m² e um desnível máximo em relação à cota de entrada de -29,20m. O seu desenvolvimento estimado, em projeção horizontal, é de 48m segundo a orientação SW-NE. Geologicamente encontra-se sob rochas sedimentares do Jurássico - J²p, com aproximadamente 150 Ma. (Manuppella et al, 1999).
Planta
É uma cavidade de génese tectónica situada no centro do anticlinal do Formosinho que é recortado por várias falhas (Kullberg et al, 2000). Numa dessas falhas de orientação N-S a cavidade instalou-se e evoluiu, primeiramente ao que tudo parece indicar, numa falha tectónica, seguindo-se, num segundo passo, a ação dos agentes geomorfológicos. Estes terão moldado o exocarso (superfície) gerando condições para que as águas pluviais se pudessem infiltrar com maior facilidade.

Simultaneamente o processo de carsificação também evoluiu; o húmus proveniente do coberto vegetal e os períodos frios que a serra atravessou terão constituído fatores para que a água que atingiu o endocarso (interior) aí chegasse suficientemente ácida, capaz de dissolver em parte a rocha, alargando e aprofundado desta forma as fraturas que a gruta ocupa.
Perfil Desdobrado
 
 
 

sábado, 31 de agosto de 2013

Património Espeleológico da Arrábida Oriental

Lapa Verde

As primeiras referências escritas à Lapa Verde aparecem-nos publicadas em 1957 por Rogério Claro, "Setúbal Após o Terramoto de 1755", que transcreve literalmente as informações fornecidas pelos párocos das igrejas de Setúbal, em 1758, relatando o estado das suas freguesias após o terramoto de 1755. Nelas se pode ler: «...entre a dita lapa (Lapa de Santa Margarida) caminhando para a parte da fortaleza tem algumas concavidades junto ao caminho muito perigosas donde ha noticia morreo hum religioso Arrabido, a que chamam Alcantis, que são como posos estreitos e se comunicam ao mar».

Há que referir que todas as gerações humanas que viveram nesta envolvente, seguramente, se deram conta da existência destes "Alcantis" que, sendo verticais e perigosos de aceder por terra, também se podiam aceder facilmente junto ao mar. É possível que parte do complexo cavernícola tenha sido utilizada pelo homem pré-histórico, sendo que a ação química e mecânica do mar que hoje a penetra poderá ter apagado para sempre os registos dessa memória. Há cerca de 30000 anos, com o avanço da glaciação Würm, o mar situar-se-ia a cerca de 60 metros abaixo do nível atual dando origem a uma planície litoral onde o homem de então circulava (PAIS, J.; LAGOINHA, P., 2000). O conjunto subterrâneo da Lapa Verde dispunha-se de excelentes abrigos à qual esses mesmos homens, por certo, não foram indiferentes. Em tempos atuais, a gruta é acedida por visitantes ocasionais e por espeleólogos que veem nela um conjunto cavernícola de génese única em todo o território arrabidense.
 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Património Cavernícola da Arrábida Oriental
Arrábida Oriental; inventário cavernícola da Arrábida oriental. Vídeo realizado no âmbito da CAS- Carta Arqueológica de Setúbal.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Espeleologia
Vídeo Reportagem da actividade espeleológica durante a feitura da CAS- Carta Arqueológica de Setúbal.

 

sábado, 27 de julho de 2013

Ateliê de Arqueologia - Vídeo Reportagem

Ateliê de Arqueologia - cozinha Mesolítica - na Quinta de Alcube, Setúbal. no Âmbito da preparação das atividades do futuro parque da pré-historia

 

quinta-feira, 25 de julho de 2013