quinta-feira, 22 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Loferer Schacht_ Crónica

Aventura Vertical

Falar sobre impressões vividas nesta espectacular gruta implica falar um pouco sobre os seus antecedentes e sobre a espeleologia em si. A espeleologia é muito mais que um desporto, embora tenha também a sua componente desportiva. É investigação, e investigar é adquirir conhecimento. Dificilmente um simples desportista se propõe a passar tanto tempo debaixo da terra, a uma profundidade tão grande e em condições de temperatura e humidade quase extremas. Simplesmente há locais bem mais agradáveis para exibirem os seus dotes desportivos.

A exploração deste fabuloso lugar vai, ano após ano, aumentando de dificuldade, cada vez mais implica uma maior logística e que haja na equipa espeleólogos bem experientes. Trata-se de uma exploração iniciada no inicio da década de 80 por polacos e por eles abandonada 10 anos mais tarde. Hoje, já leva cerca de 30 anos de explorações sistemáticas, e isso explica o mérito dos seus 10km explorados.

Entre os anos de 1990 e 1991, o Grupo DAV de Frankfurt, interessa-se pela exploração desta gruta e inicia um novo ciclo de exploração.

Topografa aparentes zonas inexploradas até aos -665m e na expedição de 1994 descobre um novo ramo, a -106m: o Frankfurter System.

Os trabalhos de topografia seguem em bom ritmo e são criadas três zonas de bivaque para apoio aos exploradores, que em 2006 alcançam a marca dos -800m.

Atingida esta profundidade, os objectivos aumentam para a pretensão de transformar o enorme percurso da gruta numa travessia e criar uma base de dados que permita estudar o seu microclima e a sua génese.

A exploração passa então a ter a colaboração de espeleólogos de várias nacionalidades que, unidos pelo interesse comum da descoberta, dão o melhor de si, trazendo para Loferer as experiências de exploração dos seus países de origem.

Pessoalmente, vindo de um Pais como Portugal, que se situa no Sul da Europa e onde a média de temperaturas das grutas é de cerca de 14ºC, este aspecto é certamente o maior desafio.

A profundidade das zonas de exploração obriga a vários dias em regime de auto-suficiência, só dependemos de nós, porque em caso de algum problema inesperado, acima de nós não há céu nem estrelas, apenas rocha, várias centenas de metros.

Depois de se iniciar a descida até à profundidade pretendida, depois do grande desafio técnico de progressão; de vencer poços, meandros sinuosos e estreitezas que nos vão deixando marcas no corpo, chega-se ao bivaque onde a equipa pernoita nos seguintes cinco dias e cinco noites. Aí apenas se repousa depois de cada dia de trabalhos de exploração.

Planeia-se em cada dia a exploração que, só por si, implica uma progressão de várias horas. A exploração diz respeito a trabalhos de mapeamento da rede cavernicola, equipagens de troços de passagem, desobstruções, levantamento de dados de temperatura/ humidade, imagem de vídeo etc.

Para cada uma destas tarefas implica que cada espeleólogo transporte consigo muito equipamento técnico que, num ambiente de percurso sinuoso, o vai desgastando fisicamente quase a cada passo que dá.

Não podemos esconder que existe muito sofrimento físico e dureza psicológica para se enfrentar uma exploração com este nível de exigência, no entanto ela é amplamente compensada.

Num mundo onde o homem já chegou praticamente a todo o lado, o mundo subterrâneo constitui uma das suas ultimas fronteiras do conhecimento. Ao se descobrir e ao explorar novos espaços, o espeleólogo está a revelar um novo mundo, a abrir as fronteiras para novas portas do saber. Aqui se encontram numa espécie de “museu da profundidade do tempo”, vários legados científicos, diferente dos da superfície, porque evoluíram aqui durante milhares de anos, em condições muito específicas e únicas. Um verdadeiro cavernícola é aquele que já perdeu o representante à superfície.

Revelar e ir revelando este conhecimento é a maior compensação que a equipa pode ter: dar novos mundos ao mundo!

O Loferer Schacht é uma gruta muito dura tecnicamente mas fantástica, é uma experiência nova a cada ano que passa, a cada situação nova que surge. Para cada situação nova requer novo planeamento, em que o grande segredo é a confiança que cada um tem nos seus companheiros de exploração: aqui é o companheirismo que impera!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Loferer Schacht - Expedição 2011

Observações
Um dos problemas mais preocupantes nesta gruta diz respeito à água. A temperatura do ar ronda os 0ºC e se um espeleólogo desafortunado é apanhado por água não tem forma de se secar: daí a entrar em hipotermia é um passo.

É vital que o equipamento de pernoita vá bem acondicionado em sacos estanque que assegurem um total isolamento da água.

Não menos importante é o facto de ser essencial que o espeleólogo tenha a experiência que lhe permita não despender de energia desnecessária, quer no transporte de equipamentos quer na execução de passos técnicos de progressão.

Para se beber água, esta é aquecida e transformada em chá reconfortante. A temperatura da gruta faz com que a água disponível esteja sempre muito fria e não é boa ideia que seja o organismo a aquecê-la.

Quando exposto às temperaturas frias, o corpo começa a perder mais rapidamente calor do que aquele que pode ser produzido, resultando em hipotermia. A temperatura do corpo demasiado baixa, afecta o cérebro, fazendo com que a pessoa seja incapaz de pensar claramente ou movimentar-se.

Definir zonas secas na gruta que estejam fora de correntes de ar para se bivacar e possuir uma condição psicológica resistente, são dois factores que fazem bem a diferença do sucesso de uma permanência prolongada a centenas de metros da superfície.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Expedição Áustria 2011

Loferer Schacht (Poço de Lofer)
Desenvolvimento: 10.000m
Profundidade: 806m.

Mais um ano, o terceiro consecutivo. A nossa equipa rumou até terras dos Alpes austríacos e juntou-se a outros bravos espeleólogos de mais três nacionalidades, no todo: Alemães, checos, romenos e portugueses.
A exploração desta zona em geral e em particular desta gruta, iniciou-se há cerca de 21 anos e desde então, em expedições anuais, se vem conquistando o desenvolvimento, que já é de cerca de 10 km, e a profundidade, cerca de -806m. De ano para ano as necessidades materiais e dureza física aumentam. Pessoalmente, acho que já tive a minha dose anual de frio e cansaço. Foram cinco dias e cinco noites em auto-suficiência, com uma humidade absoluta na ordem dos 99%, 0ºc de temperatura do ar e -4ºC de temperatura da rocha.
As condições extremas de exploração levam a que se realize um enorme planeamento de logística que todos os anos é rectificado. Seria impossível realizar uma exploração a esta profundidade se não se despendesse de dias, pois só para se chegar ao local de trabalho implicam dois dias de progressão. Na parte mais profunda, chega-se aos -806m. Apenas contamos connosco e, aqui, é sempre o companheirismo que impera!











terça-feira, 10 de maio de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Operação Ariège 2008 - França


video
Réseau Félix Trombe – Henne Morte

A rede “Félix Trombe – Henne Morte” possui mais de 100km de desenvolvimento e 44 entradas, sendo a Péne Blanque uma delas.
O sector de Henne Morte foi descoberto por Marcel Loubens sob orientação de Norbert Casteret, durante a guerra, no início do ano de 1940.
Em 1943, Marcel Loubens, Joseph Delyeil e Norbert Casteret atingem a profundidade de 240m, mas a exploração é parada devido à guerra.
As grandes explorações são retomadas em 1946 e 1947, com o apoio do exército, e Marcel Loubens chega ao fundo do abismo, a -446m, o que para a época, faz da Henne Morte a gruta mais profunda de França.
Esta expedição, de uma amplitude rara para a época, revela a espeleologia ao grande público.
Presente na exploração, Marcel Ichac realiza o primeiro filme espeleologico que relata a exploração de uma gruta, acto até então completamente desconhecido.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Gruta do Formosinho

Inventário Cadastral
"Pérolas de Gruta"

sexta-feira, 4 de março de 2011

Expedição Angola 2010 - Os Nhaneka

"Nzambi a tu bane nguzu mu kukaiela"
(Deus nos dê forças para seguir)

GRUPO NHANEKA-HUMBE
Tanto entre os povos Nhaneka, quanto entre os Humbe, é levado a efeito sazonalmente a “Festa do Boi Sagrado”.

É um ritual de premonição, em relação aos resultados da colheita vindoura.

Um boi, malhado de preto e branco, é entregue pelo Soba aos cuidados de um Mene-Humbe -- grande pastor -- para que dele cuide até à época do ritual.

Na época própria, o Mene-Humbe, seguido por um cortejo de que fazem parte praticamente todos os habitantes da sanzala onde mora o Soba, dirige-se com o boi à casa deste chefe, que dá ao boi, na palma da mão, um pó branco preparado com cascas de árvore -- Omu-Abugulu.

Caso o boi não lamba o pó da mão do Soba, o presságio é negativo, o pastor responsabilizado e, dependendo do humor do Soba, pode até ser executado.

No caso de lamber o pó, o presságio é positivo, anuncia boas colheitas, o que é amplamente aplaudido pela população de seguidores.

Aí acontece uma festa apoteótica, em que a ordem de alegria geral é de tal maneira rigorosa que, enquanto a festa dure, estão vetados os cultos tristes.

A festa termina com o início do cortejo “ONDYELY”, em que o boi percorre todas as terras do Sobado, para que agora, já considerado sagrado, possa ser saudado por todos.

Outro costume curioso entre os Humbes, é quando uma moça pré-púbere engravida.

Os contactos sexuais, como na maioria dos povos em Angola, são encarados de forma natural, e jamais coibidos.

Qualquer garota, de qualquer idade, pode dormir com rapazes; o que não pode é engravidar.

Na tentativa de evitar que isso aconteça, as mães instruem as filhas a amarrar bem o pano da tanga entre as pernas, ou a praticar o coito interrompido; desvelos maternos bem intencionados, mas pouco práticos e nem sempre eficazes.

Quando acontece a gravidez indesejada a uma moça que ainda não tenha passado pelo ritual da puberdade, torna-se necessário que o feiticeiro a leve até à margem do Rio Kunene para um banho purificador, já que ela está conspurcada.

Na margem do rio, a moça sobe num galho de árvore que esteja bem sobre a correnteza, e que é cortado pelo feiticeiro, precipitando a moça no caudal violento; normalmente os jacarés do Kunene são mais rápidos para chegar à moça, do que ela nadar até à margem.

Uma das medidas práticas para evitar a gravidez das moças antes do ritual da puberdade é faze-las passar pelo ritual antes da puberdade fisiológica; o que por sua vez origina verem-se garotas com responsabilidades matrimoniais, em idade em que nas outras tribos apenas se ocupam com cantorias e brincadeiras infantis.

Entretanto, após a puberdade ritual, os nascimentos são amplamente festejados, a menos que sejam gémeos.

O nascimento de gémeos entre os Humbes, é sempre sinal de mau presságio, que só pode ser combatido por meio de uma série de rituais de contra efeito.

Mal nascem os gémeos, é chamado um Kimbanda para fazer a OKUTUNTHA, que consiste na lavagem da testa, nuca, cotovelos, joelhos e planta dos pés de toda a família.

Em seguida constrói-se fora da sanzala uma cubata para onde mãe e filhos são levados, e onde ficarão de quarentena por um largo período, determinado pelo feiticeiro; durante esse tempo, a mãe tem o encargo de, além de cuidar dos filhos, tecer dois pequenos cestos, que mais tarde lhes servirão de pratos.

No dia em que o feiticeiro der por findo o prazo de isolamento, vai logo de manhã avisar a mãe, e quando o sol estiver na vertical, o feiticeiro leva toda a família, pai, mãe e outros filhos além dos gémeos, para uma clareira no meio do mato, onde o pai haja erguido um estrado.

Lá chegados, o pai, a mãe e os gémeos, sentam-se nus no estrado, para que possam ser lavados com um preparado especial. A lavagem segue uma determinada ordem: Primeiro a mãe, depois o gémeo que primeiro tenha nascido, depois o pai, e por último o gémeo que nasceu em segundo lugar.

Só depois deste ritual é que as placentas podem ser enterradas, e a vida tomar um curso normal para a família.

É de notar que, apesar de toda a necessidade de purificação que causa o nascimento de gémeos, se forem trigémeos não acontece nada, absolutamente nada, procede-se como se houvesse nascido um só bebé.

Fonte: http://www.ritosdeangola.com.br/page.php?38Ver mais

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Expedição Angola 2010 - Os Muílas

O REGIME MATRIMONIAL



Entre os muilas, predomina a poligamia, como regime matrimonial, constituindo as suas mulheres uma fonte de riqueza, não só pelos trabalhos que fazem, mas também, e principalmente, pelo que recebem em pagamento, dos homens que com elas praticam adultério.

Para chegar ao casamento, o muila principia, naturalmente, pelo namoro, seguindo neste o ritual que a seguir se transcreve:

- Quando um rapaz pretende casar, depois de ter feito a escolha da que há de vir a ser sua companheira, encarrega uma irmã, prima ou sobrinha, de falar à rapariga pretendida, podendo, contudo, servir-se de outra pessoa de família como intermediária, mesmo que do sexo masculino. Obtida a concordância da rapariga, a intermediária - ou intermediário - vai falar aos pais da pretendida. Se estes concordarem com o casamento, a rapariga vai para a casa do pretendente, onde passa dois dias, dormindo com este, após o que regressa a sua casa. Quinze dias ou um mês depois, a pretendida volta novamente à casa do pretendente, para aí passar quatro dias, voltando a dormir com este. Contudo, tanto nas duas primeiras noites, como nas outras quatro, pretendida e pretendente não podem ter relações sexuais, muito embora lhes seja permitido dormir abraçados.

Após os quatro dias passados em casa do pretendente, a rapariga regressa a sua casa e, seguidamente os pais ou o tio materno do rapaz, conforme este viva com os primeiros ou com o segundo, e sem que este os acompanhe, dirigem-se à casa dos pais da pretendida, levando uma cabaça de "macau" ou um garrafão de vinho e um pano, o que representa o pedido de casamento . Os pais da pretendida perguntam então a esta se aceita ou não o casamento e, se a resposta for positiva, bebem a bebida e ela recebe o pano e veste-o. No caso da resposta ser negativa, ou se ela ainda não estiver resolvida a casar, os seus pais bebem da mesma maneira a bebida.


Aceite o casamento, tanto pela pretendida como pelos seus pais, o rapaz, uma semana depois do pedido, vai dormir duas ou quatro noites em casa dela. Nessa altura, os pais ou o tio do pretendente levam aos pais da sua futura companheira os bois que, na altura do pedido, tiver ficado estipulado entregarem, como alambamento - "Nontunha". No dia em isto sucede, à tarde, a noiva vai, acompanhada de uma irmã ou prima mais velha, para casa do seu marido, levando consigo uma cabaça, uma quimbala e uma panela, ficando assim realizado o casamento.

Se, posteriormente, o casamento vier a ser desfeito e a mulher tiver outro pretendente, este entrega ao ex-marido, em dobro, o alambamento por este entregue aos pais da mulher. Caso esta não volte a casar no prazo de dois anos - por vezes três -, o alambamento, também em dobro, é restituído ao ex-marido pela família.

O casamento é a maior ambição do homem, não por uma questão sentimental mas porque a mulher é, para ele, uma fonte de riqueza. Com efeito, como já ficou dito, a mulher representa um capital, tanto maior quanto maior for o seu número, pelo número de braços que representa para o trabalho e, consequentemente, uma maior abundância de mantimentos, a esperança de um maior número de filhos que, sendo do sexo feminino, representarão mais tarde outra boa fonte de receita com o recebimento do alambamento e, por último, uma verdadeira mina que, bem explorada, nos casos de adultério fará aumentar consideravelmente a sua riqueza com as "oukai" que receberão então, dos amantes das suas mulheres.

A fidelidade conjugal é, como se depreende, uma rara excepção por parte da mulher à libertinagem geral que se verifica, sendo frequente aquela ter um ou dois amantes certos, além dos ocasionais.

Em geral, quando o marido descobre a infidelidade da mulher, pouco ou nada se mostra incomodado com tal facto, desde que, naturalmente, os que com ela tiveram relações paguem a indemnização que o adultério lhe dá o direito a exigir, a qual consiste na entrega de um ou mais bois ou, muito raramente, de dinheiro, o que, como se disse já, contribui para aumentar a sua fortuna. É até frequente ser o próprio marido a facultar e a facilitar à sua mulher a prática de adultério, de comum acordo.

Também se verifica, embora muito raramente, o adultério praticado de comum entre maridos e mulheres, consistindo na troca temporária de mulheres, entre amigos, a que chamam "Oku-liyepa". É considerada uma prova de amizade muito íntima, o marido exigir que a mulher vá compartilhar da cama de um amigo, por alguns dias, estando este disposto a prestar igual favor.

Pode pois constatar-se que, no casamento e por parte dos homens, apenas existe o amor "animal", para satisfação das suas necessidades fisiológicas e o amor "material", pelos benefícios que a mulher, de uma maneira geral, lhes proporciona.

É muito limitado o poder do chefe de família, quanto aos filhos. Com efeito, seguindo o muila o regime do matriarcado, os tios maternos mandam mais nos sobrinhos que os próprios pais. Pode pois dizer-se, que o poder do chefe de família se limita em mandar na mulher, nos campos de um e outro e nas alfaias e gado, porque estas coisas, como a mulher, ela própria, foram por ele compradas.

A mulher, por sua vez, apenas exerce influência sobre os filhos, enquanto estes forem menores.



Fonte:http://www.pessoalissima.com/Homenagem/Muilas/Muilas_7.htmVer mais

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Angola - Fauna Cavernícola


Identificação
Finalmente a identificação da "bicha angolana"
Um agradecimento especial ao meu grande colega RAUL PEDRO que durante dois dias, pesquisou e descobriu, o "mistério" que se cruzou connosco a 25m de profundidade, numa caverna de Angola.
Trata-se de uma COBRA DE CASA AFRICANA.

Olive House Snake - OLIVACEUS LAMPROPHIS

Descrição da cabeça:
Apresenta uma linha fina e não linear sobre o olho, prolongando-se até à parte posterior da cabeça.
Olho uniforme, verde azeitona e esbugalhado.
Cabeça escura, triangular com afilamento acentuado dos olhos para a focinho ( narinas).

Descrição do corpo:
Apresenta lista vertebral de cor ligeiramente mais escura , mais nítida do meio do corpo para a cauda.
Tom geral esverdeado, quase uniforme e escamas tipo gota de água também muito uniformes.
As escamas ventrais são claras.

Cauda:
Não é possível observar.

Classificação
Família Colubridae; Sub-família Boodontinae; Género Lamprophis; Espécie olivaceus.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Travessia Sima - Tibia Cueva Fresca



Em Maio de 2009 executamos a travessia da Sima Tibia – Cueva Fresca. Com um percurso principal de cerca de 3km e um denível de 410m, esta é a terceira maior travessia do Vale Asón.

PASSOS NA HISTÓRIA

1964

Claude Mugnier localiza a gruta e faz a primeira inspecção.

Pouco tempo depois, o S. C. Dijon explora a rede dos Zarpazos e as galerias da Bici até alcançar o Bloque 64.

1965

O S. C. Dijon descobre a 5ª Avenida e a enorme sala Rebelais e avança pelo Cañón Rojo até ao Derrumbe 65.

Explorando outras redes laterais, descobrem o acesso às redes inferiores.

1966

Em colaboração com o S. E. S. Sautuola (Santander), o S. C. Dijon explora em Abril o meandro Federico e no verão o Cañón Rojo até ao final, o Cañón Norte, o Meandro Borracho, a galeria do Pozo Eolo, etc.

1967

Os trabalhos de topografia avançam; são topografados mais de 9250m.

1968

Ao se alcançar a Cañón Norte, são conhecidos 11500m de rede.

1970

São explorados o Rio 70 e o Torrente Suspendido.

De 1976 a 1988

São realizadas várias campanhas de topografia e exploração.

1989

Os espeleólogos do C. A. F. descobrem a Torca Tibia em Março e em 4 raids alcançam a profundidade de -150m.

Em Maio chegam ao fundo da rede Tibia, a -490m.

Em Julho, o mesmo grupo organiza um bivaque e escala uma chaminé que dá para uma galeria, que por sua vez dá acesso a um poço de 29m; descem-no e conseguem ligar as duas redes.

1990

Em Maio, o S. C. Paris realiza pela primeira vez a travessia de 410m de desnível e 3200m de desenvolvimento.