Para mim as experiências das travessias são sempre um bónus com que nos presen
Saímos bem cedo da nossa casa abrigo e lá fomos à nossa aventura calculada encontrando um cenário paisagístico à altura dos Grands Causses, este atenuou-nos a ansiedade de encontrar a difícil entrada da Grotte du Pás-d`Estrech. A travessia em si não teve nada de mais em termos técnicos, foi apenas uma agradável aventura, mais uma daquelas de treino e companheirismo para situações mais exigentes.
Encontramos belos meandros e outros que amaldiçoamos, salas com grandes dimensões e um conjunto de obstáculos entre os quais um lago que tivemos que transpJá abandonada, encontramos o que em tempos havia sido uma queijaria do queijo Roquefort. É incrível a relação do homem com as cavernas e aqui sentiu-se bem esse passado pouco distante e que, ao que pareceu, marcou bem o dia a dia da pequena aldeia a escassas centenas de metros de distância.
Passos na história.
• Em Agosto de 1931, Louis Balsan e P. Temple exploram 1400m de galerias.
• Em 12 de Agosto de 1932, Balsan e Robert de Joly detêm-se frente ao primeiro sifão.
• Ainda em 1932, Balsan explora os primeiros 700m da gruta do Pás d`Estrech.
• Em 1973 o Espeleo Clube Alpino do Languedoc explora o “Grand Affluent” e o afluente de la Fourche.
• Em 1983, o C.P.L.A mergulha os sifões terminais, acrescentando deste modo 2000m suplementares de galerias.
• Em 5 de Fevereiro de 1984, partindo da gruta do Pás d`Estrech, o Spéléo Club des Causses faz a junção com La Cabane ao nível da galeria “de la Bouteille”.


Mesmo “bicando” valeu bem a pena e recomenda-se!

A 8 de Junho de 2008, eu, o Pedro Pinto, o Timóteo Mendes e a Sofia Abrantes saímos bem cedo da nossa casa abrigo e percorremos por estrada nacional cerca de 60km até à zona Arbas, aí começamos a subir por um caminho de montanha durante 18km chegando ao fim deste cerca de 1,5h depois. A partir deste ponto equipamo-nos, fizemos a distribuição de equipamentos e com o GPS na mão começamos a subir uma enorme e íngreme encosta até atingirmos a cota de 1510m.
Chegamos a uma clareira onde saltavam à vista duas enormes dolinas e pouco mais ao lado a espectacular entrada da Gouffre du Burtetch.
Seguimos o colector fóssil final que nos levou até à saída, era praticamente noite e, no meio da






Seguiram-se quatro anos de exploração e seguramente os melhores da minha vida. Foram muitos os episódios de “cortar a respiração” à medida que a grandeza da gruta se ia revelando, mas houve um momento que para mim destaco. 